Acredito fielmente que chegou a hora do mundo ver o que eu
escrevo. Afinal, escrevo desde os oito anos de idade. Sou transparente e as
palavras são reflexos da minha alma. Sempre tive medo de tirar a roupa e
assumir a minha sensibilidade e profundidade.
Quem me deu forças para escancarar o que eu tenho aqui dentro
foram os meus profetas como Dalai Lama, Hermógenes, Rubem Alves, Bob Marley, Clarice
Lispector, Gabriel o Pensador, Fernando Pessoa, Renato Russo, Gandhi, Raul
Seixas... e tantos outros. Pessoas que tiveram CORAGEM de colocar pra
fora os diversos sentimentos profanos ou divinos. Traduziram os corações como uma espécie de mágica e não tiveram medo de más interpretações. Não esqueço que são
todos humanos que habitam ou habitaram esse planeta com todos os seus percalços e
complexidades. Assumiram a missão de gritar ao mundo aquilo é invisível aos
olhos. Dividiram conosco as melodias e as letras sem saber de que forma tocariam
nossas almas. Pedem licença, dão tapas na cara e esclarecem de maneira doce ou amarga aquilo
que ninguém diz em voz alta mas todo mundo sente. E confesso que a noite, quando as distâncias
são maiores e outras menores, me conecto à eles ao ouvir uma boa música como Imagine e leio uma bela poesia de
Alberto Caeiro. E me inspirando, escuto eles dizerem baixinho: vai Luiza,
liberte-se. Despe a bata do juiz severo.
Estou largando...
Fazendo jus o que tenho tatuado na pele.
Acho que eternizei no ante-braço para não esquecer.
Agora.
Sem medo de estar nua, de parecer ridícula. Aqui é bem vinda
a compreensão, a imersão na busca de si mesmo. Não sou expert em nada, não estudei
sociologia, psicanálise, filosofia e nem sigo religiosamente uma religião. Sou errada, sou errante, sempre na estrada.
Experimentando várias coisas, a fundo. Porque só assim que sei viver. Às vezes
chego a algumas boas conclusões, às vezes não. Todas com a intensidade que me
acompanha desde que nasci... tão fortes em mim que não cabem por isso coloco
pra fora. Espero que lhes sirva para alguma coisa como serve pra mim também.
A pista de decolagem está pronta.
Apertem os cintos.

Venha minha linda. Despir-se do medo e das inseguranças. Como saber o sabor do sal sem prová-lo? Teremos toda a água do mundo para matar a sede. Afinal, em volta do buraco tudo é beira (Suassuna). Soltaram as amarras. Abriram velas e subiram âncora. É HORA DE PARTIR. Marujos a bordo. Oceano a fora. O vento colabora.
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ExcluirVc me arrepia!
ExcluirSempre quis ter uma amiga como você!
hahahahaha essa foi boa hein Dê de Dinda.
Obrigada por me emprestar esse óculos lindo e equalizar meus pensamentos e raízes!
Nada é toa! Um anjinho lá em cima deve estar vibrando!!!
Sobrinha de peixe... peixinha é! Bravo, Luiza! Você se mostra tão bela por dentro quanto por fora, não a beleza estética, mas a beleza ética, generosa e amorosa. Adorei seu texto. Continue, brava e corajosamente, pois nem sempre o mar da vida está pra peixe. E, como bem disse Maiakóvski: "Morrer não é difícil. Difícil é a vida e seu ofício". Beijo!
ResponderExcluirA beleza da luz! Isso! Vamos juntas. Escreve poesia aqui também, declare-se, vamos compartilhar, adoro seus pensamentos Katinha! Teu elogio é uma honra!
ExcluirObservar a maré, check! :)
Obrigada! Fico Feliz, feliz!
Se metade dos ditos escritores o fizessem com essa sinceridade e leveza, estaríamos muito bem. Não perca tempo se limitando ao falar, pois escrever pode ser muito mais do que palavras no papel, ou na tela, ou na areia. Manda ver lú, acho que você vai se amarrar =]
ResponderExcluirps: João Alexandre aqui
Que mensagem surpresa boa!!! Obrigada João querido! Vamos que vamos! No pain, no gain :)
Excluir"No papel, ou na tela, ou na areia." Adorei!!!!