Gostaria nesse momento de estar em Paris. Em um dia laranja de primavera com uma malha levinha, uma caneta na mão e uma máquina carregada. Gostaria de estar sentindo uma leve brisa. Nem tão gelada e nem tão quente mas com cheiro da chuva que está por vir. Gostaria de observar os reflexos do sol nas águas do rio Sena, onde os pingos fazem mini arco-íris por todo lado. Gostaria que fosse três horas da tarde e que eu tivesse uma eternidade, sem pressa, sem prazo, sem incomodo e sem barulho.
O único som ao alcance dos meus ouvidos seria o dos pássaros voando e do Tom Jobim no fone de ouvido. Estaria em uma cadeira, daquelas carregáveis de praia, totalmente confortável. Com as costas perfeitamente alinhadas dando a sensação que não teria nenhum problema passar o dia todo ali. Ao meu lado teria uma canga colorida - da cor da nossa alma - bem grande e esticada. Em cima dela para ela não desmontar com o vento, teria meu par de havaianas, meu livro da Clarice, minha mexerica fresca e meu mapa do metro parisiense. Ficaria ali, irreconhecível, sem comunicação, na paz da minha solidão e na segurança do meu silêncio. Olharia até o topo da Torre Eiffel e daria um belo suspiro. Meus olhos, por causa do sol, ficariam fechadinhos como quando imitamos um chinês com as mãos. Estaria sem óculos escuros para enxergar naturalmente e não perder nem 1% da visão de toda aquela atmosfera. Sentiria aquele lugar, pararia pra notar. E quando percebesse realmente onde estou, seguraria o coração com uma mão e a mão dela com a outra.
O único som ao alcance dos meus ouvidos seria o dos pássaros voando e do Tom Jobim no fone de ouvido. Estaria em uma cadeira, daquelas carregáveis de praia, totalmente confortável. Com as costas perfeitamente alinhadas dando a sensação que não teria nenhum problema passar o dia todo ali. Ao meu lado teria uma canga colorida - da cor da nossa alma - bem grande e esticada. Em cima dela para ela não desmontar com o vento, teria meu par de havaianas, meu livro da Clarice, minha mexerica fresca e meu mapa do metro parisiense. Ficaria ali, irreconhecível, sem comunicação, na paz da minha solidão e na segurança do meu silêncio. Olharia até o topo da Torre Eiffel e daria um belo suspiro. Meus olhos, por causa do sol, ficariam fechadinhos como quando imitamos um chinês com as mãos. Estaria sem óculos escuros para enxergar naturalmente e não perder nem 1% da visão de toda aquela atmosfera. Sentiria aquele lugar, pararia pra notar. E quando percebesse realmente onde estou, seguraria o coração com uma mão e a mão dela com a outra.
Julho de 2010
Na teoria, hoje é teu aniversário vovó. Queria te parabenizar pela mulher maravilhosa que você foi pra mim e toda a nossa família. Por ter cuidado de todos nós e ainda conhecido mais de 80 países. Por me mostrar que a vida pode ser maravilhosa e que nenhum sonho é impossível.
Lamento muito não ter conhecido Paris com você do meu lado. Mas, juro, me contentarei com você do lado de dentro. Sempre, sempre e sempre.

querida d. selma... grande mulher, graaaande vo´vo... faz muita falta!
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